quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Papéis Revirados

"Somos todos viajantes pelas agruras do mundo, e o melhor que podemos achar em nossas viagens é um amigo" Robert Louis Stevenson

Como a maioria das pessoas, tenho uma caxinha na qual guardo velhas recordações. Como bilhetinhos de sala de aula, capas de cds escritas com mensagens dos amigos, cartões de presentes, e coisas do gênero.

Mas ultimamente tal caixinha tem juntado pó. Sinto falta de recados escritos a mão, cartões personalizados, bilhetinhos escritos no guardanapo que estiver mais fácil. Hoje com os depoimentos do orkut, MSN, ficou mais fácil você dizer a alguém que gosta, mas mesmo assim aquele papel me parece mais forte. Algo que você pode guardar para a vida toda. O orkut um dia pode ser desligado, e aquele belíssimo depoimento ir para o arquivo da internet sem prévio aviso.

Por isso o melhor depoimento é dar um livro para alguém com sua mensagem na folha de rosto, o melhor e-mail a ser enviado é aquele que demora de 5 a 15 dias via Correios, a melhor mensagem instântânea é o escrito na agenda no dia de seu aniversário. O melhor buddypoke é o sorriso sincero no rosto de quem recebe tais papéis.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Caixa Rápido - Lugares

cashier2 Não é porque estou dando mais atenções ao novíssimo SushicomTruco que vou deixar meus leitores sem o Caixa Rápido dessa semana.

Apesar de saber que ele terá um fim um dia, já que todas atenções um dia serão só do SushicomTruco.

E o tema dos 10 ITENS OU MENOS de hoje então pode ser, que tal, lugares.

Cidades, pontos de cidades, algum quarto, algum lugar que você gosta, que tem uma história para você.

Meio ruimzinho, mas bora lá?

Minha lista:

Itapeva, Maringá, Guarapuava, Fortaleza, Avaré, meu quarto, o Leme, a Aja e a casa da minha avó.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sushi com Truco


Olá pessoal. Hoje eu queria convidar vocês a visitarem meu mais novo blog, dedicado aos meus ensaios de humor, o www.sushicomtruco.com.br. Entrem lá. Espero que se divirtam. Apesar de ainda não ter escrito nada.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Caixa Rápido - Comida

cashier2Mais uma quarta-feira. Mais um Caixa-Rápido. Mais um dia sem ideias de temas. Parece que já falamos de tudo aqui.

Que tal então falar de comida. Gostei da ideia. Seus pratos preferidos…

Hum… Me deu fome.

Borá lá?

 

Minha lista:

Charuto, Yakissoba, Strogonoff, Lasanha, Macarrão ao molho branco, Frango assado, Miojo com ovo, Capelletti, Feijoada e Creme de Milho.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Um Livro por Letra

"Livros são os mais silenciosos e constantes amigos; os mais acessíveis e sábios conselheiros; e os mais pacientes professores" Charles W. Elliot

porletra

Da série "Por Letra" agora minha lista tanta buscar os melhores livros, na minha opinião, para cada letra do alfabeto. Devidamente comentados, os livros vão de conflituosamente e psicológicamente profundos a coisas light e engraçadas. Não digo indispensável, mas é bom que vocês leiam pelo menos alguns deles. Olha eu querendo ser crítico agora... Como era um só por letra, muitos livros bons também ficaram de fora, uma pena.

Também não consegui lembrar, ou não li livros com as iniciais: J, K, O, U, X, Y, W e Z. Se lembrarem algum, tiverem uma indicação, coloquem aí.

Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

Crianças condicionadas a odiarem livros e a natureza. Uma sociedade desumanizada, viciada e petrificada. Um livro atualíssimo aborda aonde chegará a humanidade. Profundo. Desconcertante. Ótimo. Apesar de haver outros ótimos livros com a letra A, como: Ardil-22 de Joseph Heller, Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll.

Bíblia Sagrada

Apesar de eu não a ter lido ela inteira. A Bíblia é um livro que não tem como faltar a essa listagem. Não porque eu sou católico praticante e abomino outras religiões e livros sagrados. A Bíblia aqui representa também o Alcorão, o Evangelho Segundo o Espiritisto e tantos outros livros sagrados. Porque minha religião é Deus, sem necessitar de uma igreja ou o que for. Acredito no poder de algo superior. E a Bíblia assim como os outros livros representa isso.

Código da Vinci, O - Dan Brown

Controverso? Sim. Contestado? Sim. Mas ótimo. Acabei de falar da Bíblia e coloco um livro assim na sequência. Mas o livro, como thriller, é interessantíssimo. Você quer saber! Você quer ler! Você acaba lendo. Código da Vinci te prende. Robert Langdon é meio tonto, mas todos os coadjuvantes juntos com a história em si te pegam pelo colarinho e fazem você suar e querer terminar logo para saber o final. Além de deixar você com aquela pulga atrás da orelha, afinal a Bíblia não desceu de fax do céu, foi escrita por pessoas, que poderiam contar a história do jeito que bem entendessem, omitindo o que quisessem.

Dom Casmurro - Machado de Assis

Clássico da literatura nacional conta a história do casal Bentinho e Capitu e sobre a dúvida do mardio sbre a fidelidade de sua esposa. Capitu traiu ou não traiu? A dúvida permanece no livro intenso e por vezes engraçado da escrita do mestre Machado de Assis.

Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago

Profundo, denso, interessante e nojento, como a natureza humana. Abram os olhos, o mundo não é um mar de rosas, mas é importante sermos honestos conosco mesmos, até quanto uma epidemia de cegueira ataca o mundo todo. Saramago tira o melhor de si, para mostrar o pior de todos. Mas a humanidade ainda tem jeito. Mas que eu fiquei muito em dúvida para colocar o também altamente crítico e intrigante Estado de Medo de Michael Crichton, sobre o aquecimento global, eu fiquei. Ainda tinha Eu S/A de Max Berry e O Estrangeiro de Albert Camus, só livros bons para escolher um foi difícil.

Fantástica Fábrica de Chocolate, A - Roald Dahl

Um clássico infantil monta um cenário sonhado por qualquer criança, uma deliciosa aventura em uma fábrica de chocolates. Com um dono para lá de psicodélico é um livro fininho e rápido de se ler, mas eu gostei muito.

Guia do Mochieliro das Galáxias, O - Douglas Adams

Engraçado, escrachado e satírico. Douglas Adams zomba dos políticos, dos humanos, do sistema, de tudo e de todos, por que convenhamos, a gente merece. Vogons, um guia estranho, um robô depressivo são partes da aventura de Arthur Dent logo após a implosão da Terra. Eu ri lendo esse livro.

Harry Potter e a Ordem da Fênix - J. K. Rowling

Talvez o melhor livro da série, mesmo que a série toda seja bastante boa. É um livro divisor de águas na minha opinião, tranformou uma série infanto-juvenil em um livro de cabeceira adulto e denso. E o que é bom, Harry Potter fez muita gente ler, nos dias atuais, isso merece todo tipo de prêmio. Rowling mereceu enriquecer.

Invasão de Campo - Barbara Smit

A história da Puma e Adidas como ninguém nunca contou, marketing esportivo, produção de tênis e tudo sobre esse nicho da economia muito interessante. Vale a pena.

Língua de Eulália, A - Marcos Bagno

Um livro que analisa a língua portuguesa de um jeito diferente. O conceito de certo e errado é tão relativo quanto o tempo. Bagno faz a leitura fluir com humor e ensinamentos bons.

Marley & Eu - John Grogan

Cachorro também é gente. Em Marley & Eu, isso é mais que acertivo. Um labrador neurótico é o mote do livro, mostrando que a vida é mais do que trabalho e preocupações. Um cachorro consegue tirar o melhor de nós, e por vezes amamos mais esse animal do que a pessoas da nossa própria raça. Chorei lendo esse livro. Apesar de Memórias Póstumas de Brás Cubas ser um livro estupendo também, acredito que Marley & Eu figuraria melhor nessa colocação.

Na Natureza Selvagem - Jon Krakauer

Selvagem é o nosso instinto de buscar a felicidade. Jon Krakauer conta a história real e fatal de Christopher McCandless em busca de sua felicidade. Mochileiro através dos Estados Unidos, Canadá e Alasca, o jovem da alta sociedade percebe o real sentido da vida.

Presa - Michael Crichton

Nano-robôs fogem ao controle dos cientistas e transformam a facilidade em um estado de caos. A natureza biônica contra-ataca nesse thriller empolgante de Crichton. Sabe aquele livro que você devora, quer saber logo como vai terminar? É esse!

Quem Mexeu no Meu Queijo - Dr. Spencer Johnson

Aquele estilinho auto-ajuda prático profissional (e não pessoal como O Segredo), mas enfim legalzinho. Uma metáfora que nos mostra o real caminho a ser traçado na nossa vida real.

Revolução dos Bichos, A - George Orwell

Uma ótima leitura, parábola sobre a vida humana, a burocracia e os porcos que detêm o poder. Muito bom mesmo.

Segredo, O - Rhonda Byrne

Um dos Best-Sellers de auto-ajuda da atualidade. Não sou muito fã de livro assim, mas esse até que tem um quê de bom, gostoso de ler, e, apesar de te mostrar aquilo que intimamente todos já sabem, é sempre bom ver isso no papel, parece que motiva mesmo. Dá um ânimo, mas não é tudo na vida.

Terceiro Tira, O - Flann O'Brien

Confesso que li esse livro por causa de Lost. E confesso que senti minha cabeça rodando ao lê-lo. Ô livrinho maluco. Imagina Alice no País das Maravilhas, com uma história sombria de morte e um pouco mais de alucinógenos. Mas é um livro bom, que remonta essa nossa ignorância acerca do que vem depois e de nossa vida errante. Se for ler, da uma clareada na mente antes, e cuidado.

Volta ao Mundo em 80 Dias - Júlio Verne

Li na escola esse livro, acho que na sexta série se nao me engano. Gostei bastante por que o final é bem interessante, o modo que o personagem, que nem lembro quem era, ganhou a aposta me pôs um sorriso no rosto. Me marcou, apesar de não lembrar muita coisa.

domingo, 20 de setembro de 2009

Ensaio Sobre o Big Mac

Bernardo estava sentado arfante encostado a um balcão amarelo. O suor descendo da ponta de seus cabelos loiros lisos curtos caindo suavemente no piso de PVC do laboratório. Em sua mão direita um pote do tamanho de um normal de margarina sem rótulo, e em sua mão esquerda, segurava fortemente um pequeno pedaço de papel. O sorriso começava a se estampar em seu rosto.

Sons de passos rápidos aumentavam fortemente em sua direção. Ele não resistiria à tentação de provar daquele pote transparente. Isso, contudo, poderia significar a diferença entre estrar livre, com os itens adquiridos e preso sem nada.

Não aguentou. Sentado, abriu o pote e com o indicador pegou uma grande quantia do produto ali dentro. Experimentou.

O molho especial nunca fora tão delicioso. Aquela adrenalida misturada a combinação mais secreta do Mc Donald’s não tinha igual.

Mas logo caiu na real. Os passos antes próximos agora estavam na mesma sala que ele. Fechou o pote. Viu uma janela entreaberta. Seria essa a sua salvação?

Os passos estavam quase que ao seu lado, ele sentia o arfar do segurança e a sombra grande como um armária já era possível ser vista do balção onde Bernardo estava.

Num lampejo saltou em direção à janela. Estilhaços voaram ao mesmo tempo em que ouviu-se um grito:

- ELE!! ALI!!

Caiu com um baque ao chão, mas logo levantou-se e saiu em disparada.

Deitado sujo e suado em sua cama, Bernardo sorria abobadamente. O pote de molho especial do Big Mac, junto da receita, estava em um baú fechado a chave, o qual tinha várias repartições. Na repartição a sua esquerda tinha um papel impresso com uma logo manuscrita em branco e uma onda logo abaixo. Coca-Cola dizia.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Grande M Amarelo

"Marketing é importante demais para ser deixado só para o departamento de marketing." David Packard

capa-eu-s.a Faz um tempo que não falo sobre algum livro aqui no blog, e esses dias estava montando uma lista dos quais eu ja teria lido. E esse livro sempre está entre aqueles que eu mais gosto. Não é um best seller, não é um daqueles considerados cult. Mas é muito bom.

Do australiano Max Berry, o livro Eu S/A, confesso, indicado pelas páginas de cultura de uma Playboy, é extremamente agitado e intrigante. Nele, Berry, nos apresenta o mundo do futuro, totalmente privatizado, e no qual as marcas dominam tudo e todos.

Imaginem um mundo no qual “marketing de guerrilha” significa literalmente matar pessoas para criar um misticismo acerca de um novo modelos de calçados Nike, já que matam para ter os tais tênis de borracha. Um mundo no qual escolas patrocinadas pela Pepsi são imensamente mais famosas do que as que são patrocinadas pela rede de fast food Mc Donalds, já que “não é tão legal andar com aquele grande M amarelo nas costas”. Um mundo que pedágios estão nos centros das grandes cidades, que uma pessoa não é atendida rapidamente por uma ambulância, pois não sabe de cor o número do American Express, para uma conferência de crédito.

Esse é o mundo futurista que Max Berry nos apresenta, e além disso uma história envolvende, inquietante, apresentando-nos Hack Nike e Jennifer Governo (as pessoas não teriam sobrenomes e sim os locais onde trabalham). Tiroteios no Burguer King, perseguições em Ferraris, e todo um nojo pela Europa onde acreditem se quiserem o governo ainda era público.

Recomendo. Leiam e tenham uma outra visão do mundo, mesmo que seja pelo entretenimento.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Caixa Rápido - Dias

cashier2 Hoje é quarta-feira. Dia de Caixa Rápido. Antes, como vocês já devem ter percebido mudei de novo, novamente, mais uma vez, o topo do blog, vamos ver se com esse eu me aquieto.

Estão acabando os temas fáceis, enfim, estão acabando os temas para o caixa rápido, mas estaremos aí toda quarta-feira. O tema para os 10 ITENS OU MENOS de hoje são dias. Dias especiais para você, que marcaram, feriados, o que vocês quiserem.

Borá lá?

Minha lista:

Meu aniversário (22/07, se quiserem me dar presentes), aniversário da mãe (02/12), aniversário do melhor amigo (22/06), aniversário da chefa/melhor amiga (15/05), aniversário do pai (26/06), aniversário do irmão (18/05), minha formatura (20 e 21/02/09), meu churrasco de aniversário de 2007, campeonato mundial de orientação militar (06 e 11/11/2006) e a criação do blog (28/02/2008).

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Falando de Biologia com a Mãe

- Alô?

- Alô. Oi mãe!

- Oi filho! Tudo bom com você?

- Tudo mãe e por aí?

- Também. Pensei em te ligar, ia ver seu número no e-mail abri a caixa, tinha chegado a sua mensagem.

- Eita.

- E eu não esqueço não de você viu.

- É… Só porque está me devendo não lembra de mim, não é?

- Hahaha. Não não, estava bem corrido aqui essa semana. Problemas e tal. Mas eu não esqueco de você, eu amo você.

- Também te amo mãe.

- Você é o ar que eu respiro, é meu pulmão. A gente tem só um pulmão, não é?

- Sim mãe, um pulmão, um olho, um ouvido…

- HAHAHAHA

- HAHAHAHA

- Então você é um pulmão e seu irmão é o outro…

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Aquele Sentimento

Aquele sentimento “é a força mais sutil do mundo" Mahatma Gandhi

Um conto de fadas envolve uma donzela, um príncipe e uma rainha má, ou uma bruxa, uma madrasta, alguém que quer o mal da mocinha e ficar com o mocinho. A vida real? Na vida real não é assim. Passam todos os tipos de pessoas pela nossa história.

São princesas, mocinhas, bruxas, rainhas más. Até quem sabe as quatro em uma só. Mas vim aqui expressar alguns sentimentos sobre aquele sentimento superestimado que rola entre o mocinho e a donzela no fim do livro. Aquele sentimento que faz o “felizes para sempre” ser escrito.

Eu já nutri muito desse sentimento por algumas pessoas na vida, algumas tentei tornar isso algo recorrente, talvez para um possível “felizes para sempre”, mas seja por mim, ou pela outra pessoa da história, não teriam sido aquelas vezes. Além do mais ainda me encontro com 21 anos de vida. Já terminar com felizes para sempre seria podar muito do que tem para eu viver ainda.

Mas o que me deixa um pouco abalado são aquelas relações que pela falta de atitude deixei não acontecer. Talvez elas fossem as mulheres da minha vida, talvez não. E a dúvida vai martelar para sempre na minha mente.

Foram dois momentos na minha vida nos quais isso aconteceu, enquanto em outros rolou a tentativa. Foi o sapatinho de cristal que eu deixei no criado-mudo imaginando onde estaria a dona daqueles pés-de-valsa, sem nem sequer tentar sair para procurá-los.

Nenhuma mulher é totalmente donzela, assim como nenhum homem é totalmente príncipe. E é isso que nos faz necessitar o outro, completar o que lhe falta, compartilhar da sua vida, ser espectador da sua felicidade mútua.

Aquele sentimento move o mundo. E faz das palavras de um publicitário, saudoso e nostalgico, mais piegas impossível.